
Ester na Bíblia é a jovem judia, órfã, criada pelo primo Mardoqueu, que se tornou rainha da Pérsia ao lado do rei Assuero e arriscou a própria vida para salvar o seu povo do decreto de Hamã (cf. Ester 2.7; 4.16).
Aqui estão a história de Ester e a leitura de Mowana Débora em Nosso Devocional e Mulheres Reconstruídas. O texto do dia 65 começa assim: “Ester nunca imaginou que sua vida tomaria o rumo que tomou.” (Nosso Devocional, dia 65)
Quem foi Ester na Bíblia?
Ester foi uma jovem judia, órfã de pai e mãe, criada pelo primo Mardoqueu e escolhida rainha da Pérsia pelo rei Assuero (cf. Ester 2.7; 2.17). Quando o decreto de Hamã ameaçou o povo judeu, ela arriscou a vida diante do rei (cf. Ester 4.16).
“Ester nunca imaginou que sua vida tomaria o rumo que tomou. Órfã, estrangeira, arrancada do lar que conhecia e lançada em um palácio onde sua voz não ecoava (cf. Ester 2.8) — tudo parecia indicar que ela não era nada além de uma peça no jogo de outros. Mas, para Deus, tudo era diferente.”
Nosso Devocional, dia 65
O livro tem 10 capítulos. Assuero reinava sobre 127 províncias (cf. Ester 1.1), cada jovem tinha 12 meses de preparo (cf. Ester 2.12) e o jejum durou 3 dias (cf. Ester 4.16).
A história de Ester em resumo, capítulo a capítulo
O resumo da história de Ester cabe em sete marcos: Vasti é afastada, a órfã Ester é coroada, Hamã consegue um decreto contra os judeus, Mardoqueu convoca Ester, ela jejua e entra diante do rei, a noite sem sono muda o rumo da história e a festa de Purim nasce (cf. Ester 1 a 9).
Vasti recusa o chamado do rei e é afastada (cf. Ester 1.12; 1.19).
Ester, criada por Mardoqueu, é coroada (cf. Ester 2.7; 2.17).
Hamã obtém cartas que mandam matar os judeus num só dia (cf. Ester 3.6-9; 3.13).
Ester pede 3 dias de jejum (cf. Ester 4.13-14; 4.16).
O rei estende o cetro, e Ester convida o rei e Hamã para um banquete (cf. Ester 5.1-8).
O rei lê as crônicas e descobre que Mardoqueu nunca fora recompensado (cf. Ester 6.1-11).
Hamã vai à forca, os judeus defendem a vida e nasce a festa de Purim (cf. Ester 7.10; 8.11; 9.21).
“Ester estava preparada. Veio a crise e a tornou rainha (cf. Ester 2.17).”
Nosso Devocional, dia 17
Vasti, a rainha que veio antes de Ester
Vasti foi a rainha de Assuero antes de Ester. No sétimo dia do banquete, o rei mandou chamá-la com a coroa para exibir a beleza dela; ela recusou, e ele se enfureceu (cf. Ester 1.10-12). Por conselho de Memucã, um decreto a afastou do rei (cf. Ester 1.19).
Há leitores que veem na recusa de Vasti um gesto de dignidade. A leitura de Mowana olha para outro ponto:
“Vasti estava no palácio coroada de honra e cercada pelo melhor desta terra, mas o favor do Soberano não a manteve firme quando a distração a fez esquecer o que lhe fora confiado.”
“A rainha que um dia ocupou o trono ao lado do Rei recusou seu ofício: quando o convite chegou, não respondeu, e a glória do palácio ofuscou sua missão. Dessa forma, ela organizou um banquete para si e ficou tão imersa na celebração que negligenciou quem a colocara ali, ignorando o Senhor em meio aos festejos (cf. Ester 1.10-12).”
Nosso Devocional, dia 84
Sob “Aprende isso, coração:”, ela lista quatro lições. Duas delas:
- ▸“Conforto sem propósito gera acomodação: ao acomodar-se nos privilégios do palácio, ela se esqueceu da missão; o lugar de honra não é apenas conforto, mas influência para um chamado maior.”
- ▸“Recusar o chamado implica perda de posição: ao não atender ao convite Real, perdeu o posto; quando Deus chama para agir, a resposta define a permanência no chamado.”
O título do dia: “Cuidado para não trocar o rei pelo próprio reino.” (Nosso Devocional, dia 84)
Órfã, estrangeira e escondida: a identidade de Ester
Mardoqueu, da tribo de Benjamim e de uma família levada cativa de Jerusalém, criou a prima Hadassa, que é Ester, porque ela não tinha pai nem mãe (cf. Ester 2.5-7). Por ordem dele, Ester não revelou o seu povo (cf. Ester 2.10; 2.20).
A autora escreve sobre essa infância:
“A rainha Ester poderia ter ouvido a voz do trauma da sua história de infância. Ela era órfã, criada por um tio; ou seja, a raiz da rejeição e a orfandade eram latentes.”
“Ela poderia ter se escondido atrás do seu doloroso passado, mas, em vez de ficar presa à voz do vitimismo, ela escutou a voz correta que a fez enfrentar os desafios e ir até o rei, com muita ousadia, e tornou-se uma linda rainha.”
Mulheres Reconstruídas, cap. 6, p. 65
No texto bíblico, Mardoqueu é filho do tio de Ester, isto é, primo dela (cf. Ester 2.7).
“Qual é a voz a que você dará ouvidos hoje? A voz que a paralisa ou a que a faz romper?” “Tenha certeza de que a voz que você escolher ouvir hoje determinará quem você será.” (Mulheres Reconstruídas, cap. 6)
Ela fecha a passagem assim: “Ester ouviu a voz correta que transformou a órfã em uma rainha.” (Mulheres Reconstruídas, cap. 6)
Doze meses de preparo antes da crise
Antes de ver o rei, cada jovem passava 12 meses de preparo: seis com óleo de mirra e seis com especiarias (cf. Ester 2.12). Ester não pediu nada além do que o camareiro Hegai indicou e ganhou o favor de todos; foi coroada no lugar de Vasti (cf. Ester 2.15-17).
“As crises são inevitáveis: revelam quem somos e quais são nossos fundamentos. O problema não está na crise — pois ela sempre virá —, mas em como você se encontra por dentro quando ela chega.”
“A tensão pode derrubar aqueles que não estão preparados, mas levanta e aprimora aqueles que passaram anos se preparando com os fundamentos e as ferramentas celestes.”
Nosso Devocional, dia 17
Em outro dia, o 97, escrevendo sobre os bastidores (e não sobre Ester), ela diz:
“Você só terá autoridade para enfrentar gigantes depois de ser construída nos bastidores. Sua identidade não está no que você faz para Deus, mas no que Ele constrói em você e por meio de você.”
“Deus não constrói plataformas antes de construir alicerces.”
Nosso Devocional, dia 97
O que diz Ester 4:14 sobre um tempo como este
Ester 4:14 é a frase de Mardoqueu a Ester depois que o decreto de Hamã foi assinado: se ela se calasse, o livramento dos judeus viria de outro lugar, e talvez ela tivesse chegado ao trono justamente para aquele momento. É tratado como o versículo-chave do livro de Ester, e o devocional o traz assim:
“[…] Mas quem sabe se não foi para uma conjuntura como esta que você foi elevada à condição de rainha?” (Ester 4.14)
Nosso Devocional, dia 90 · versículo-base
Quem entrasse no pátio interior sem ser chamado morria, salvo se o rei estendesse o cetro de ouro, e Ester não era chamada havia 30 dias (cf. Ester 4.11).
No dia 65, ela aplica a pergunta à leitora: “Assim como Ester, você foi criada para um tempo como este. O Senhor a posicionou exatamente onde você está com um propósito específico. Não permita que o medo ou a insegurança a paralisem. Use sua voz, seus dons e sua influência para abençoar e impactar aqueles ao seu redor.” (Nosso Devocional, dia 65)
No dia 60, num texto sobre Jael, ela liga o tema a Ester 4.14: “Uma mulher posicionada no lugar adequado, no tempo certo e cumprindo o seu chamado original tem autoridade para derrubar os gigantes que afrontam o seu lar (cf. Ester 4.14).” (Nosso Devocional, dia 60)
No dia 90, que tem Ester 4.14 como versículo-base e cita Ester entre outras mulheres comuns da Bíblia, ela escreve:
“Esta é a hora do seu despertar. Esta é a hora em que você levanta: foi exatamente para este tempo que Deus a chamou.”
Nosso Devocional, dia 90
O jejum de Ester: “se eu tiver de morrer, morrerei” (Ester 4.16)
Antes de entrar sem ser chamada, Ester pediu que os judeus de Susã jejuassem por ela durante três dias, sem comer nem beber, e jejuou também com as suas servas. Depois iria ao rei, mesmo contra a lei (cf. Ester 4.16). O dia 65 do devocional tem esse versículo como base:
“[…] Depois, irei falar com o rei, ainda que seja contra a lei; se eu tiver de morrer, morrerei.” (Ester 4.16 — grifos da autora)
Nosso Devocional, dia 65 · versículo-base
A autora narra a decisão: “Então, ela decidiu agir com coragem e fé. Convocou um jejum coletivo e declarou: ‘[…] Se eu tiver que morrer, morrerei’ (Ester 4.16). Ela compreendeu que seu chamado divino exigia sacrifício e confiança total n’Ele, mesmo diante de leis que poderiam condená-la à morte (cf. Ester 4.11).” (Nosso Devocional, dia 65)
Quantos dias durou o jejum de Ester?
O jejum de Ester durou 3 dias, sem comer nem beber. Ester pediu que os judeus de Susã jejuassem, e ela e as suas servas fizeram o mesmo; no terceiro dia, ela se apresentou ao rei (cf. Ester 4.16; 5.1-2).
“Você não foi chamada para morrer no meio do caminho.”
Nosso Devocional, dia 65 · título do dia
Sob “Aprende isso, coração:”, ela deixa três frases:
- ▸“O Rei a espera — por isso, levante-se.”
- ▸“A promessa a aguarda, e o propósito ainda queima dentro de você.”
- ▸“Se for para perecer, que seja tentando cumprir aquilo para o qual Deus a chamou.”
No dia 365, que não trata de Ester, ela escreve: “Avance, mesmo com medo. Obedeça, mesmo sem entender. Renuncie, mesmo chorando.” (Nosso Devocional, dia 365)
Por que Deus não é citado no livro de Ester?
No texto hebraico, seguido pelas Bíblias evangélicas, o nome de Deus não aparece no livro de Ester. Numa noite sem sono, o rei mandou ler as crônicas e descobriu que Mardoqueu nunca fora recompensado (cf. Ester 6.1-3). Hamã, que levantara uma forca de 50 côvados para Mardoqueu, acabou nela (cf. Ester 5.14; 7.10).
No dia 50, escrevendo sobre a rotina (e não sobre Ester), a autora diz:
“Deus trabalha em você nos bastidores da rotina. Sendo assim, não subestime os dias comuns, pois neles Deus escreve destinos (cf. Zacarias 4.10; Provérbios 3.6; Filipenses 1.6).”
Nosso Devocional, dia 50
As Bíblias católicas trazem acréscimos em grego ao livro de Ester.
O que a história de Ester nos ensina: 5 lições
O que a história de Ester nos ensina cabe em cinco momentos do livro: Vasti, o preparo, a escolha, o chamado de Ester 4:14 e a decisão de ir ao rei. Cada linha traz a referência e uma frase de Mowana; as que vêm de dias que não tratam de Ester estão marcadas.
| Momento da história | Referência | O que Mowana escreve |
|---|---|---|
| Vasti | Ester 1.12 | “Precisamos, por isso, estar atentas à distração, pois ela tem abortado chamados.” Nosso Devocional, dia 84 |
| O preparo | Ester 2.12 | “Aquilo que hoje parece pequeno ou insignificante pode ser exatamente o que o Senhor está usando para prepará-la para algo maior.” Nosso Devocional, dia 50, sobre bastidores, não sobre Ester |
| A escolha | Ester 4.13-14 | “Ester enfrentou uma escolha crucial: permanecer em silêncio e preservar sua segurança, ou arriscar tudo para interceder por sua nação.” Nosso Devocional, dia 65 |
| O chamado | Ester 4.14 | “Ele a posicionou estrategicamente para um propósito maior: salvar o seu povo (cf. Ester 4.14).” Nosso Devocional, dia 65 |
| A decisão | Ester 4.16 | “Não espere segurança — espere direção. E, se o Aba falou, então vá.” Nosso Devocional, dia 365, não é sobre Ester |
Rainha Ester e a festa de Purim
A história da rainha Ester termina em festa. Mardoqueu mandou que os judeus guardassem todos os anos os dias 14 e 15 do mês de Adar, com banquetes, presentes uns aos outros e ofertas aos pobres. A festa se chama Purim, de Pur, a sorte que Hamã lançou para marcar o extermínio (cf. Ester 9.21-22; 9.26-28).
Para a mulher que ainda está no capítulo 4, sem saber como a história termina, o dia 65 deixa uma direção:
“Essa dor não é o seu fim. O Aba a posicionou exatamente onde está, porque há algo maior — um propósito — para a sua vida. Ainda que o medo a sufoque, ainda que tudo pareça dizer que você não tem forças para seguir, escolha avançar no Senhor (cf. Salmos 119.50).”
Nosso Devocional, dia 65
1. Qual era o outro nome de Ester?+
O outro nome de Ester era Hadassa. O livro diz que Mardoqueu criou Hadassa, que é Ester, filha do tio dele, porque ela não tinha pai nem mãe (cf. Ester 2.7). Hadassa e a rainha Ester são a mesma mulher.
2. Quem criou Ester?+
Ester foi criada por Mardoqueu, judeu da tribo de Benjamim e filho do tio dela, ou seja, seu primo. Ela era órfã de pai e mãe, e ele a tomou por filha (cf. Ester 2.5-7). Por ordem dele, Ester não revelou o seu povo (cf. Ester 2.10).
3. Quem era o marido de Ester?+
O marido de Ester foi o rei Assuero, que reinava sobre 127 províncias, da Índia à Etiópia, com trono em Susã (cf. Ester 1.1-2). O rei a amou e pôs a coroa na cabeça dela no lugar de Vasti (cf. Ester 2.16-17).
4. Quem foi Hamã?+
Hamã, o agagita, foi elevado acima dos príncipes. Mardoqueu não se curvava diante dele, e Hamã quis destruir todos os judeus: lançou sortes, ofereceu 10 mil talentos de prata e obteve cartas que mandavam matar o povo num só dia (cf. Ester 3.1-2; 3.6-9; 3.13).
5. Qual foi o milagre de Ester?+
O livro conta uma reviravolta. O decreto de Hamã, que não podia ser revogado (cf. Ester 8.8), foi neutralizado por um novo decreto, que permitiu aos judeus defender a vida (cf. Ester 8.11). E Hamã acabou na forca que ele mesmo preparara para Mardoqueu (cf. Ester 7.10).
6. Qual é o versículo-chave do livro de Ester?+
O versículo-chave do livro de Ester é Ester 4.14, em que Mardoqueu pergunta a Ester se ela não chegou à condição de rainha para um momento como aquele. A decisão vem em Ester 4.16: ir ao rei, ainda que seja contra a lei.
7. Onde fica o livro de Ester na Bíblia?+
O livro de Ester fica no Antigo Testamento, entre Neemias e Jó, nas Bíblias evangélicas. Tem 10 capítulos e conta a história da jovem judia órfã que se tornou rainha da Pérsia. As Bíblias católicas trazem acréscimos em grego a esse livro.
8. Ester teve filhos?+
A Bíblia não registra que Ester teve filhos. O livro de Ester não menciona filhos dela, e a Bíblia também não registra como foi o fim da vida da rainha. Qualquer afirmação fora disso é só suposição, e não texto bíblico.
9. O que Mowana Débora escreve sobre Ester?+
Em Nosso Devocional, ela escreve sobre a coragem de Ester no dia 65, sobre Vasti no dia 84 e sobre preparo e crise no dia 17. Em Mulheres Reconstruídas, o capítulo 6, “Reconstruindo a identidade”, cita Ester como exemplo de quem ouviu a voz correta.
Os trechos deste texto são recortes. O dia 65 de Nosso Devocional traz a reflexão completa sobre Ester.
Comece pelo dia 65. Conhecer o Nosso Devocional.
Sobre a autora
Mowana Débora é filha, esposa, mãe, pastora, mentora e escritora. Brasileira, vive em Dallas, no Texas, com o esposo Urias Eliezer e os filhos, e lidera com ele a Seven Thousand Church, no cuidado da comunidade brasileira nos Estados Unidos.
É criadora do Rise Up Women, movimento de mentoria que nasceu do desejo de despertar mulheres para a sua autoridade, vocação e missão. Seu maior anseio, nas palavras dela, é ver a leitora vivendo uma vida plena, segura da sua identidade e profundamente enraizada na Palavra de Deus.
Autora de Nosso Devocional — Um convite ao secreto (Editora Quatro Ventos, 2025 · ISBN 978-65-5339-007-2) e de Mulheres Reconstruídas.
Publicado em [DATA] · Última revisão em [DATA]